segunda-feira, 27 de junho de 2011

Spitzer registra imagem de cometa

O Telescópio Spitzer da NASA capturou uma imagem do cometa periódico Schwassmann-Wachmann I incomum que experimenta frequentes explosões que produzem abruptas mudanças no seu brilho.

cometa Schwassmann-Wachmann I

© NASA/Spitzer (cometa Schwassmann-Wachmann I)

Este cometa tem uma órbita praticamente circular pouco além da órbita de Júpiter, com um período de 14,9 anos. Acredita-se que as explosões nascem do aumento da pressão do gás interno à medida que o calor emitido pelo Sol vagorosamente evapora o dióxido de carbono e o monóxido de carbono congelado abaixo da crosta do núcleo do cometa. Quando a pressão interna excede a tensão da crosta sobreposta, uma ruptura ocorre, e uma explosão de fragmentos de gás e poeira é ejetada no espaço a uma velocidade de 200 metros por segundo.

Essa imagem feita do cometa no comprimento de onda de 24 mícron, foi obtida com o fotômetro de imagens multibanda. A imagem mostra emissões térmicas no infravermelho da coma empoeirada e da cauda do cometa. O núcleo do cometa tem aproximadamente 30 quilômetros de diâmetro e é muito pequeno para ser imageado pelo Spitzer. O tamanho micrométrico das partículas dos grãos de poeira na coma e na cauda geram uma corrente na direção oposta ao Sol. A poeira e o gás comprimi o núcleo do cometa que é formado do mesmo material primordial que formaram o Sol e os planetas a bilhões de anos atrás. As complexas moléculas ricas em carbono contidas nesse núcleo podem ter fornecido parte do material bruto de onde a vida se originou na Terra.

Acredita-se que o cometa Schwassmann-Wachmann I, seja membro de uma classe relativamente nova de objetos chamados de “Centaurus” de onde se conhecem 45 objetos. Esses objetos são pequenos corpos congelados com órbitas entre Júpiter e Netuno. Os Centaurus são objetos que escaparam recentemente do Cinturão de Kuiper, uma zona de pequenos corpos que orbitam em uma nuvem localizada numa parte distante do Sistema Solar.

Dois asteroides, o 1996 GM36 (a esquerda) e o 5238 Naozane (a direita) foram também registrados nessa imagem do cometa. Pelo fato deles estarem mais perto do Sol do que o cometa e terem uma velocidade orbital mais rápida, eles parecem se mover com relação ao cometa e as estrelas de fundo, produzindo uma aparência alongada. Os dados do Spitzer permitiram obter aferições térmicas que reduzem as incertezas das medidas feitas com a luz visível devido ao albedo (refletividade) para determinar o tamanho dos objetos. Com raios de 1,4 e 3,0 quilômetros esses são os menores asteroides do cinturão principal medidos por meio de detectores infravermelhos.

Fonte: NASA

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Cometa descoberto por brasileiro

O brasileiro Paulo Holvorcem descobriu seu terceiro cometa, desta vez em parceria com Michael Schwartz, denominado C/2011 K1 Schwartz-Holvorcem, utilizando o Observatório Tenagra. As outras descobertas de Paulo Holvorcem foram os cometas C/2002 Y1 e C/2005 N1. O cometa C/2011 K1 passou pelo periélio em 19 de abril de 2011. Ele foi descoberto em 26 de maio de 2011 como um objeto de magnitude 19,5 na constelação de Ofiúco.
cometa Schwartz-Holvorcem 
© Luca Buzzi (cometa C/2011 K1 Schwartz-Holvorcem)
Esta imagem do cometa foi obtida em 29 de maio de 2011, por Luca Buzzi no Observatório Schiaparelli, com magnitude 18,9.

A seção de cometas da REA (Rede de Astronomia Observacional) estima que por intermédio dos elementos orbitais provisórios, este cometa não deve ultrapassar a 18ª magnitude, ficando restrita sua observação visual através telescópios de grandes aberturas ou por meio de CCD.
Fonte: IAU Minor Planet Center e REA