quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

O cometa Lulin se aproxima da Terra!

O cometa C/2007 N3 (Lulin) foi descoberto em 11 de julho de 2007 pelos astrônomos Quanzhi Ye e Chi Sheng Lin, inicialmente como um objeto de aspecto asteroidal, e uma semana depois J. Young observou sua aparência cometária.
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 © 19/01/2009 Michael Jaeger
O cometa Lulin atingiu o periélio no dia 10 de janeiro de 2009 quando estava a 1,21 UA (Unidade Astronômica) do Sol. E no dia 24 de fevereiro ocorrerá a maior aproximação da Terra (perigeu) quando estiver a 0,41 UA, cerca de 61,5 milhões de quilômetros.
O cometa Lulin tem uma coloração esverdeada e por estar próximo da eclíptica apresenta uma anticauda que pode ser notada na imagem a seguir.
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© 07/01/2009 Karzaman Ahmad
O cometa Lulin que possui uma órbita hiperbólica, atualmente é visível de madrugada no hemisfério sul próximo da estrela Alfa Librae com magnitude 6,5.
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 © 08/01/2009 Gregg Ruppel
Na noite do dia 24 de fevereiro estará próximo de Saturno (2 graus) na Constelação de Leão com magnitude 5, podendo ser visível a olho nu em locais de pouca luminosidade. Esta configuração pode ser vista no mapa celeste abaixo.
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 © 24/02/2009 RedShift Software
Cometa Lulin seja bem vindo!
Fonte:  Cometas Blog

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Novo mineral encontrado em cometa

Pesquisadores da NASA acharam um novo mineral num material que provavelmente originou-se do cometa 26P/Grigg-Skjellerup, que foi descoberto em 1902 e passa em torno do Sol a cada cinco anos.

O mineral é composto de silício, manganês e rodeado por camadas de outros minerais que são encontrados apenas em pedras extraterrestres. Este mineral foi denominado de brownleeita, e foi descoberto dentro de uma partícula de pó interplanetária, ou IDP, por Donald Brownlee, astrônomo da Universidade Washington, que também é o pesquisador principal da missão Stardust da NASA. A equipe que fez a descoberta é conduzida por Keiko Nakamura-Messenger, cientista espacial do Centro Espacial Johnson da NASA, em Houston. O nome oficial de brownleeita une a uma lista de mais de 4.300 outros minerais, catalogados pela International Mineralogical Association (IMA).

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                                     © NASA (Brownleeita)

A Terra recebe anualmente 40.000 toneladas de partículas de pó de cometas e asteróides desintegrados, equivalente diariamente a uma partícula por metro quadrado. Estes grãos minerais de cerca de 0,00025 cm de diâmetro são extremamente importantes, porque aparentemente são constituintes da formação original do Sistema Solar.

Fonte: Adaptado de texto original da NASA.

terça-feira, 22 de julho de 2008

O SOHO descobre seu 1.500º cometa!

O SOHO (Solar and Heliospheric Observatory) das agências espaciais da Europa (ESA) e dos Estados Unidos (NASA) acaba de atingir uma marca história, com a descoberta de seu cometa de número 1.500 em 25 de junho de 2008.

O pequeno cometa pertence ao grupo Kreutz e foi identificado pelo norte-americano Rob Matson, astrônomo amador e veterano caçador de cometas. Os cometas do grupo Kreutz têm sido observados há centenas de anos. Eles se deslocam muito próximos ao Sol, a ponto de muitos se evaporarem por conta da radiação da estrela.

                                         1500thcomet

                                     © NASA/ESA (SOHO)

O número conseguido pelo SOHO é ainda mais impressionante ao se considerar que até hoje, com todos os métodos disponíveis, foram descobertos pouco mais de 3.300 cometas.

O sucesso do observatório se explica principalmente por sua posição. Localizado entre o Sol e a Terra, a espaçonave tem uma vista privilegiada de uma região do espaço que dificilmente é vista da Terra. Da superfície terrestre as regiões mais próximas ao Sol são possíveis de serem observadas apenas durante eclipses.

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                             © NASA/ESA (SOHO e cometa Bradfield)

Segundo as agências ESA e NASA, cerca de 85% de todos os cometas descobertos pelo SOHO são fragmentos de um gigantesco cometa que se partiu há muitos séculos próximo ao Sol. São esses fragmentos que compõem o grupo conhecido como Kreutz.

Esses cometas passam a até 1,5 milhão de quilômetros da superfície solar quando retornam do espaço profundo, o que é muito pouco, pelo menos astronomicamente. Trata-se de 0,01 UA (Unidade Astronômica), ou seja, 1% da distância entre a Terra e o Sol.

A imagem do cometa de número 1.500 foi capturada com o Coronógrafo Espectrométrico de Ângulo Amplo (Lasco), um dos 12 instrumentos a bordo da nave. Apenas 15 minutos após a coleta pelo SOHO, os dados se tornam disponíveis pela internet.

Astrônomos de todo o mundo, profissionais ou amadores, podem analisar nas imagens pontos que acham ser cometas. Quando alguém estiver certo de que encontrou um, pode submeter o resultado da análise ao Laboratório de Pesquisa Naval, em Washington, responsável pela checagem. Após a conferência, os dados são enviados ao Centro de Planetas Menores, onde o cometa é catalogado e sua órbita é calculada.

Veja a seguir uma animação da NASA e ESA da descoberta do cometa de número 1.500 do SOHO.

                          © NASA/ESA (SOHO e o seu 1500º cometa)

Fonte: NASA/ESA e Agência PAPESP.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Missão da sonda Rosetta

A sonda Rosetta é uma missão da ESA (Agência Espacial Européia), lançada pelo foguete Ariane 5 na base de Kourou, na Guiana Francesa, em 2 de Março de 2004. O objetivo inicial da missão era visitar o cometa 46P/Wirtanen, porém ela foi alterada para estudar o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, que viaja entre as órbitas da Terra e de Júpiter. Este cometa descoberto em 1969 por Klim Churyumov e Svetlana Gerasimenko, apresenta um núcleo de 4 Km de diâmetro e um período de 6,57 anos.

© ESA (Rosetta e Módulo Philae)


A sonda é constituída de duas estruturas: a parte principal, a sonda que foi denominada de Rosetta, e o módulo de aterrissagem, que foi denominado de Philae. A sonda recebeu este nome em referência a Pedra de Rosetta, e o módulo de aterrissagem recebeu o nome de uma ilha de Philae no rio Nilo que contém um obelisco. Estas estruturas contribuiram para decifrar os hieróglifos.


© ESA (Pedra de Rosetta)



© Wikipédia (Ilha de Philae)

Durante a longa viagem até ao seu destino final, o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, a Rosetta deverá estudar dois asteróides, o 2867-Steins e o 21-Lutetia, ambos situados no cinturão de asteróides, entre as órbitas de Marte e Júpiter. A Rosetta se aproximará do asteróide Steins em 5 de Setembro de 2008, a uma distância de apenas 1700 Km, com velocidade relativamente baixa de 9 Km/s. Em novembro de 2009 a sonda realizará seu terceiro e último ajuste orbital em torno da Terra. As duas passagens anteriores pela Terra foram em novembro de 2005 e novembro de 2007. No dia 10 de Julho de 2010, a sonda se aproximará do asteróide Lutetia, passando a cerca de 3000 Km de distância, a uma velocidade aproximada de 15 Km/s.
A sonda chegará ao cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko em 2014, onde irá liberar o módulo Philae de 100 quilos, que deverá pousar na superfície gelada do núcleo do cometa e estudá-lo de maneira profunda. A missão Rosetta se encerrará em dezembro de 2015 após acompanhar o cometa durante sua aproximação do Sol.

Fonte: ESA (Agência Espacial Européia)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Missão EPOXI ao cometa Hartley 2

A NASA aprovou a missão EPOXI*, que é uma missão estendida da sonda Deep Impact que tem a finalidade de observar planetas extra-solares e sobrevoar o cometa Hartley 2 no dia 04 de novembro de 2010. A princípio o objetivo seria o cometa Boethin, mas por apresentar-se muito débil foi difícil calcular sua órbita. O cometa Hartley 2 possui o mesmo interesse científico que o cometa Boethin, porque ambos são relativamente pequenos. O cometa Hartley 2, oficialmente designado 103P/Hartley é um cometa periódico com um período orbital de 6,39 anos. Foi descoberto por Malcolm Hartley em 1986 na Austrália. Seu diâmetro estimado é de 1,6 Km. A imagem a seguir mostra o cometa Hartley 2.



© 1997 Herman Mikuz

Nesta missão dupla a Deep Impact irá estudar as propriedades físicas de planetas gigantescos e procurará anéis, luas e planetas com massa da ordem de três vezes a da Terra. Atualmente, mais de 200 planetas extra-solares foram descobertos. A aproximação mais íntima da missão será ao cometa Hartley 2, onde a sonda atingirá cerca de mil quilômetros do cometa.
A Deep Impact utilizará o mesmo aparato utilizado na missão principal ao cometa Tempel 1, guiando uma sonda menor que se chocou sobre este cometa em 4 de julho de 2005, conforme visto na imagem a seguir.


© 2005 NASA

O espectrômetro infravermelho da sonda analisará a composição do cometa Hartley 2, enquanto o telescópio observa características de sua superfície.
Os controladores da missão no Laboratório de Jato Propulsão (JPL) da NASA redirecionaram a Deep Impact em 1 de novembro de 2007 e após passar próxima da Terra em 31 de dezembro de 2007 a sonda obteve aceleração gravitacional e a janela ideal para viajar até o cometa Hartley 2.


*EPOXI é uma combinação de Extrasolar Planet Observation and Characterization (EPOCh) e Deep Impact Extended Investigation (DIXI).


Fonte: NASA Goddard Space Flight Center.

domingo, 6 de janeiro de 2008

O cometa Holmes já é maior que o Sol

O cometa 17P/Holmes é um cometa periódico, cujo período é de 6,8 anos. Ele apresentava magnitude 17 e o seu brilho era, até 23 de outubro de 2007, 35 vezes mais fraco que o planeta-anão Plutão. O cometa estava localizado na constelação de Perseu quando, em 24 de outubro de 2007, repentinamente ocorreu uma explosão de brilho (outburst).

© 2007 Michael Jäger

A taxa de expansão é da ordem de 0,5 Km/s. O motivo do outburst provavelmente foi ocasionado por uma rachadura no núcleo, que permitiu que uma quantidade maior de seu material gelado escapasse do seu interior para o espaço e entrasse em processo de sublimação na presença dos raios solares. Foi devido ao fenômeno do outburst que em 1892 o astrônomo inglês Edwin Holmes descobriu o cometa 17P/Holmes. Veja a foto a seguir:

© 1892 Edward Barnard

Na fotografia vista abaibo, a imagem da esquerda feita por um astrônomo amador em 1 de novembro de 2007 mostra o cometa Holmes apresentando uma coma com aparência de conchas concêntricas e uma cauda débil; e, a imagem da direita feita pelo telescópio Hubble em 4 de novembro de 2007 revela uma maior concentração de poeira ao longo da direção horizontal.

© 2007 NASA/ESA

Na noite de 21 de novembro de 2007, a coma do cometa Holmes tinha uma dimensão projetada de 0,6° de largura, um pouco maior que a Lua, como mostrado na imagem montada a seguir.

© 2007 Gary Seronik

No entanto, é sempre importante lembrar que a afirmação não se refere propriamente ao corpo do cometa, que segundo as últimas estimativas, é de 3.7 quilômetros, e sim ao invólucro que envolve o núcleo. Em 9 de novembro de 2007, os astrônomos do Instituto de Astronomia da Universidade do Havaí (Rachel Stevenson, Jan Kleyna, Pedro Lacerda e David Jewitt) calcularam que o diâmetro da coma do cometa Holmes estava medindo aproximadamente 1.4 milhões de quilômetros de diâmetro, contra 1.39 milhões de quilômetros do Sol. Sem dúvida a coma de Holmes é gigante, mas não maior que a do cometa Hale-Bopp, que em 1997 se apresentou com uma cabeleira estimada entre 2 e 3 milhões de quilômetros. A comparação de tamanho entre o cometa Holmes e o Sol pode ser vista na imagem abaixo.

© 2007 NASA/ESA e Universidade do Havaí


sábado, 29 de dezembro de 2007

Cometa Colide Com Furacão Solar

É a primeira vez que tal evento cósmico foi observado. O satélite STEREO (Solar TErrestrial RElations Observatory) da NASA capturou, em 20 de abril de 2007, as primeiras imagens de uma colisão entre um cometa (2P/Encke) e erupções de massa coronal, que são gigantescas nuvens de gás magnetizadas que o Sol emana para o espaço com velocidade de 1% da velocidade da luz (300.000 km/s). As ejeções de matéria coronal podem provocar tempestades geomagnéticas que podem afetar satélites e telecomunicações.
A sonda STEREO conseguiu observar o acontecimento com a sua câmara HI (Heliospheric Imager), que possui a capacidade de obter várias imagens com bastante rapidez.

© 2007 NASA

A colisão resultou na separação completa da cauda de protoplasma do cometa Encke, que estava próximo da órbita de Mercúrio. Havia suspeita que as ejeções de massa coronal possam ocasionar a desagregação da cauda de certos cometas, mas nunca se tinha observado diretamente tal fato. Veja o video a seguir:


© 2007 NASA

O fenômeno da reconexão magnética que provoca o realinhamento das linhas dos campos magnéticos da cauda do cometa e da massa coronal ejetada gerou uma enorme quantidade de energia, propiciou a disjunção da cauda do cometa. O processo é semelhante ao que acontece na magnetosfera terrestre durante as tempestades geomagnéticas e que produz principalmente a aurora polar.

© 2005 USAF (Joshua Strang)

Adaptado de material realizada pela NASA, Goddard Space Flight Center (2007, October 1). Comet Collides With Solar Hurricane.