quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A sonda SOHO já descobriu 2 mil cometas

A sonda SOHO (The Solar & Heliospheric Observatory) já registrou a existência de 2000 cometas no espaço, desde o lançamento em dezembro de 1995.
SOHO e o cometa Machholz
© SOHO (Vênus e o cometa Machholz)
Para atingir a marca, o instrumento da parceria entre NASA (agência espacial americana) e ESA (agência espacial europeia) contou com a ajuda de astrônomos amadores na Terra, que analisam diariamente as informações enviadas à Terra.
Os últimos dois foram catalogados por Marcin Kusiak, um estudante de Astronomia de uma universidade da cidade de Cracóvia, na Polônia no dia 26 de dezembro. Ele já encontrou mais de 100 cometas desde que começou a colaborar com a equipe do Soho, em 2007. Durante os 15 anos, cerca de 70 pessoas de 18 países já ajudaram no trabalho de registros dos astros.
A seguir a imagem mostra o momento quando foi descoberto o 2º milhar de cometa no dia 26/12/2010.
SOHO e o 2000º cometa
© SOHO (o 2000º cometa)
A SOHO é a maior reveladora de cometas que existe. Após receber análises dos voluntários e confirmar as descobertas, a equipe responsável pela sonda envia os dados para catálogo no Minor Planet Center, em Cambridge, no estado norte-americano de Massachusetts. O local mantém um registro de corpos celestes pequenos e de suas respectivas órbitas.
Segundo Joe Gurman, um projetista da sonda do Instituto Goddard, da NASA, as descobertas efetuadas pela SOHO desde 1995 dobraram o número de órbitas conhecidas dos cometas na comparação com o que se conhecia nos últimos 300 anos. Nos primeiros dez anos de atividade, foram 1000 cometas descobertos. A outra metade foi revelada nos últimos cinco anos.
Originalmente criada para monitorar o Sol, a sonda fornece dados sobre cometas por meio de um instrumento chamado Lasco, que monitora a coroa solar, camada que reveste a estrela. Os voluntários estudam as imagens geradas pelas câmeras do dispositivo, que estão disponíveis para acesso público. O Lasco bloqueia a luminosidade da parte mais brilhante do Sol, permitindo a identificação de novos corpos celestes.
Fonte:  NASA e ESA

sábado, 18 de dezembro de 2010

Asteroide com aspecto de cometa

Foi anunciado esta semana que o asteroide (596) Scheila apresentou uma coma e cauda! Isto é uma característica de um cometa mascarado como um asteroide.
(596) Scheila_Peter Lake
© Peter Lake (asteroide Scheila)
O cientista Steve Larson do Laboratório Lunar e Planetário (LPL), da Universidade de Arizona, foi o primeioro a reportar imagens do asteroide Scheila mostrando que o objeto pode estar em explosão, propiciando um aumento em brilho de magnitude 14.5 a 13.4.
Havia alguma especulação que poderia ser evidência de um evento de impacto com o asteroide Scheila, mas parece improvável.
Um asteroide descoberto em 1979 e nomedo 1979 OW7, ficou desaparecido durante anos e então foi redescoberto em 1996, e subsequentemente renomeado 1996 N2. Nesta ocasião tinha a presença de uma cauda.
Depois de anos de inatividade o 1996 N2 gerou uma cauda novamente em 2002. Uma colisão entre dois asteroides era bastante improvável para explicar este fenômeno.
Este objeto é agora conhecido por seu nome cometário 133P/Elst-Pizarro, nomeado depois dos dois astrônomos que descobriram a explosão inicial do cometa. A principal causa da perda massa deste astro é devido a sublimação de gelo quando se aproxima do Sol.
Este cometa pertence a classe MBC (Main Belt Comets), um terceiro reservatório de cometas, distinto da nuvem de Oort e do cinturão de Kuiper.
O asteroide Scheila de 113 Km de diâmetro foi descoberto em 21 de fevereiro de 1906 por A. Kopff em Heidelberg.
(596) Scheila_Joseph Brimacombe
© Joseph Brimacombe (asteroide Scheila)
Agora parece que o Scheila é outro cometa MBC que deverá ser acrescentado à amostra, e futuramente poderá ser renomeado como XXXP/Larson ou XXXP/Kopff, onde XXX indica o número da sequência de cometas periódicos.
Fonte:  Universe Today

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Nova exploração do cometa Tempel 1

A sonda Stardust foi originalmente lançada em 7 de fevereiro de 1999, e em 02 de janeiro de 2004, ela fez um histórico e arriscado voo rasante pelo cometa Wild 2 para tirar imagens do núcleo do cometa e capturar amostras.
cometa Wild 2
© NASA (cometa Wild 2)
O material coletado retornou à Terra numa cápsula, chegando aqui em 2006. Em 2007, a NASA decidiu reaproveitar a nave para uma missão de contato com o cometa Tempel 1, onde foi visitado pela missão Deep Impact que produziu uma cratera na superfície do cometa no dia 04 de julho de 2005. O encontro com o  Tempel 1 será no dia 14 de fevereiro de 2011.
cometa Tempel 1
© NASA (cometa Tempel 1)
A próxima missão é denominada Stardust NExT (New Exploration of Tempel 1), cujo logotipo está estampado na imagem a seguir.
Stardust badge.pdf
© NASA (logotipo da missão Stardust NExT)
A observação da cratera com a Stardust NExT proporcionará à Humanidade o primeiro olhar da estrutura interna de um cometa, informação que não só é interessante cientificamente, como vital para a nossa capacidade futura de evitar com que um cometa colida com a Terra. Até o tamanho da cratera pode ser relevante. Esta análise demonstrará as propriedades mecânicas da superfície do cometa e revelará como é que ele reage aos impactos?
Fonte:  Cometas Blog

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O cometa Hartley 2 está chegando!

O cometa periódico Hartley 2, designado oficialmente 103P/Hartley, tem um período orbital de 6,46 anos. Ele foi descoberto por Malcolm Hartley em 1986 no Schmidt Telescope Unit em Siding Spring na Austrália.
cometa Hartley 2
© Byron Bergert – 06/10/10 (cometa Hartley 2)
O cometa passará a 0,12 UA da Terra no dia 20 de outubro de 2010, e passará pelo periélio no dia 28 de outubro de 2010. O cometa passará a uma distância de 17,7 milhões de quilômetros da Terra em 20 de Outubro de 2010, o equivalente a 45 vezes a distância da Terra até a Lua. Durante esse período o cometa poderá ser com auxílio de binóculos como uma estrela difusa de magnitude 5 na constelação de Auriga.
cometa Hartley 2 visto pelo Hubble
© NASA - 25/09/10 (cometa Hartley 2 visto pelo Hubble)
Observações feitas pelo Telescópio Espacial Hubble do cometa 103P/Hartley, em 25 de Setembro de 2010, estão ajudando a planejar o sobrevôo da sonda Deep Impact da missão EPOXI da NASA em 4 de Novembro de 2010. A seguir uma imagem da posição do cometa 103P/Hartley obtida através do software The Sky 6 às 21 hs.
cometa Hartley 2 no céu
© Cometas Blog – 11/10/10 (posição do cometa Hartley 2)
As análises dos novos dados coletados pelo Hubble mostram que o núcleo tem um diâmetro de aproximadamente 1,6 quilômetros, o que está consistente com os cálculos previamente realizados.
O cometa está em um estado altamente ativo à medida que se aproxima do Sol. Os dados do Hubble mostram que a coma está uniforme sem a evidência de jatos como normalmente são observados na maior parte dos cometas da família de Júpiter, da qual o Hartley 2 é membro. A seguir uma imagem do cometa Hartley 2 com a nebulosa NGC 281 (Pacman).
cometa Hartley e nebulosa NGC 281
© Mike Holloway – 02/10/10 (cometa Hartley e nebulosa NGC 281)
Os jatos podem ser produzidos quando a poeira emana de específicas regiões congeladas, enquanto que a maior parte da superfície é coberta com um material parecido com o de um meteorito inerte. Em contraste a isso a atividade do núcleo do Hartley 2 parece ser mais uniformemente distribuída sobre toda a sua superfície, indicando talvez que a superfície seja jovem e ainda não foi coberta.
Os espectrógrafos do Hubble, o Cosmic Origins Spectrograph (COS) e o Space Telescope Imaging Spectrograph (STIS), fornecerão informações da composição química do cometa, especificamente a presença de emissões de monóxido de carbono (CO) e de enxofre diatômico (S2). Essas moléculas tem sido vistas em outros cometas mas não foram identificadas ainda no 103P/Hartley.
Fonte: NASA

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Registro do cometa Halley há 2478 anos

Evento no século V a.C. pode ser o mais antigo registro de visão do cometa Halley. De acordo com documentos da antiguidade, um meteorito caiu no norte da Grécia em algum momento entre os anos de 466 e 468 a.C. Tais documentos descrevem que havia um cometa no céu no momento em que o meteorito caiu.
cometa Halley
© NASA (cometa Halley)
Este cometa seria o Halley, que é visível da Terra a cada 76 anos. O tempo registrado nos documentos corresponde exatamente ao tempo esperado para uma passagem do Halley. O filósofo Daniel Graham e o astrônomo Eric Hintz, ambos da Universidade Brigham Young, nos Estados Unidos, compararam as descrições do cometa realizadas pelos gregos com o caminho que o Halley deve ter realizado à época.
Os documentos traziam a informação que o cometa foi visível por 75 dias, acompanhado por ventos e estrelas cadentes. Os pesquisadores descobriram que o cometa provavelmente foi visível por no máximo 82 dias, entre 4 de junho e 25 de agosto de 466 a.C., portanto, as informações coincidem. Neste período, a Terra estava se movendo abaixo da cauda do cometa, portanto realmente poderia haver estrelas cadentes.
Segundo Graham, nada disso prova realmente que era o cometa Halley, porém cometas desse tamanho são raros. Anteriormente, o registro mais antigo de visão do cometa era de astrônomos chineses 240 anos antes de Cristo. Os pesquisadores dizem que este pode ser um momento crucial na história da Astronomia.
Fonte: New Scientist