segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Introduzindo o cometa Garradd

Outra grande bola de neve está indo em direçãodireção ao Sol. O cometa Garradd, foi descoberto há dois anos atrás por Gordon Garradd na Austrália, e é atualmente visível por meio de pequenos telescópios com uma magnitude visual de 9.
cometa Garradd
© John Chumack (cometa Garradd)
Oficialmente designado como cometa C/2009 P1 (Garradd), o cometa provavelmente continuará a aumentar o seu brilho, com as projeções recentes estimando um pico de magnitude igual a 6 ou 7 em Fevereiro de 2012, um pouco abaixo do limite de visibilidade a olho nu. O cometa Garradd já está mostrando uma cauda curta e pode ser visto como uma mancha alongada e difusa na imagem negativa acima feita por John Chumack no dia 9 de Julho de 2011 em Yellow Springs no estado americano de Ohio.
Uma nova imagem do cometa Garradd vista abaixo foi realizada em 1 de Agosto de 2011 na Austrália.
cometa Garradd
© Peter Lake (cometa Garradd)
Outros cometas estão também entrando no Sistema Solar interno e aumentando de brilho como é o caso do C/2010 X1 (o cometa Elenin), que espera-se tenha um pico de magnitude 6, no começo de Setembro de 2011, o 45P/Mrkos-Pausako espera-se que tenha um pico de magnitude de 8 em meados de Agosto de 2011, e o C/2011 L4 (cometa PANSTARRS) que pode tornar-se visível a olho nu durante os primeiros meses de 2013.
Fonte: NASA

sexta-feira, 22 de julho de 2011

A origem da composição dos cometas

Os cometas são corpos gelados, mas eles são feitos de materiais formados a temperaturas muito elevadas. Qual a origem destes materiais?
cometa Hale-Bopp
© NASA (cometa Hale-Bopp)
Pesquisadores da Universidade de Besançon já forneceram a explicação física por trás desse fenômeno. Eles demonstraram como esses materiais migraram de partes mais quentes do Sistema Solar para as suas regiões exterior antes de entrar na composição dos cometas.
Em 15 de janeiro de 2006, após uma viagem de oito anos, a sonda Stardust da NASA trouxe a poeira do cometa Wild 2 para a Terra. Os cometas são formados em temperaturas muito baixas (cerca de 50 Kelvin, ou seja, -223 °C). No entanto, as análises revelaram que o cometa Wild 2 é feito de silicatos cristalinos, cálcio e alumínio. Considerando-se que a síntese desses minerais requer temperaturas muito elevadas (acima de 1.000 Kelvin ou 727 °C), como esta composição pode ser explicada?
Uma equipe do Instituto UTINAM1 Universidade de Besançon (França), em colaboração com pesquisadores do Instituto de Física da Universidade Rennes (França), da Universidade de Duisburg-Essen (Alemanha) e do Laboratório de Astrofísica da Universidade de Paris (França), proporcionaram a resposta com base em um fenômeno físico chamado fotoforese, que é o movimento de pequenas partículas, como as de poeira, sob a influência de energia radiante, e especialmente da luz. Esta força depende de dois parâmetros: a intensidade da radiação solar e a pressão do gás.
Na origem do Sistema Solar, os cometas foram formados a partir do disco protoplanetário. Dentro deste disco, uma mistura de grãos sólidos variando em tamanho de alguns mícrons a vários centímetros foi banhada em um gás diluído que permite a penetração da luz solar.
Com a influência da fotoforese as partículas foram direcionadas para as regiões externas do disco. Sob o efeito da radiação solar, uma face dos grãos era mais "quente" do que a outra, e consequentemente o comportamento das moléculas de gás na superfície destes grãos proporcionaram sua alteração: no lado da luz solar as moléculas de gás são mais instáveis ​​e mudou-se mais rapidamente do que no lado "frio". Esse desequilíbrio mudou os grãos para longe do Sol devido uma diferença de pressão. Através de simulações digitais, os pesquisadores confirmaram o fenômeno da fotoforese. Eles demonstraram que os grãos de silicatos cristalinos formados na região, interior quente do disco protoplanetário perto do Sol migraram para a região fria no exterior antes da formação dos cometas!
Esta nova explicação física poderia explanar a posição dos anéis de poeira observados em certos discos protoplanetários e, assim, propiciar informações sobre as condições da formação de planetas.
Fonte: Astronomy & Astrophysics

sábado, 16 de julho de 2011

Cometa Hartley 2 deixa uma cauda irregular

Novas descobertas feitas pela missão NEOWISE, a porção caçadora de asteroides e cometas da missão Wide-field Infrared Survey Explorer da NASA, mostram que o cometa Hartley 2 deixa uma cauda de cascalho à medida que volta ao Sol, pontilhada com grãos do tamanho de bolas de golfe.
cometa Hartley 2
© NASA/NEOWISE (cometa Hartley 2)
Anteriormente, a missão EPOXI da NASA que sobrevoou o cometa no dia 4 de Novembro de 2010, encontrou partículas de gelo com tamanho variando entre uma bola de golfe e bola de basquete sendo ejetadas do cometa Hartley 2. Os dados da missão NEOWISE mostram que pedaços do tamanho de bola de golfe sobreviveram por mais tempo que se imaginava na cauda de detritos do cometa Hartley 2. A equipe do NEOWISE determinou o tamanho dessas partículas observando quanto elas se desviavam do rastro do cometa. Quanto maior a partícula menos provável que elas sejam empurradas para longe do rastro pela pressão de radiação proveniente do Sol.
As observações também mostram que o cometa ainda está ejetando de forma ativa gás dióxido de carbono mesmo a uma distância de 2,3 UA (unidade astronômica, que é a distância média entre a Terra e o Sol) do Sol, o que é muito mais distante do Sol do que a missão EPOXI havia detectado os jatos de dióxido de carbono ejetados do cometa.
“Nós estamos surpresos que o dióxido de carbono tenha um papel significante na atividade do cometa Hartley 2 quando ele está bem distante do Sol”, disse James Bauer, o principal autor deste estudo.
Fonte: The Astrophysical Journal

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Spitzer registra imagem de cometa

O Telescópio Spitzer da NASA capturou uma imagem do cometa periódico Schwassmann-Wachmann I incomum que experimenta frequentes explosões que produzem abruptas mudanças no seu brilho.

cometa Schwassmann-Wachmann I

© NASA/Spitzer (cometa Schwassmann-Wachmann I)

Este cometa tem uma órbita praticamente circular pouco além da órbita de Júpiter, com um período de 14,9 anos. Acredita-se que as explosões nascem do aumento da pressão do gás interno à medida que o calor emitido pelo Sol vagorosamente evapora o dióxido de carbono e o monóxido de carbono congelado abaixo da crosta do núcleo do cometa. Quando a pressão interna excede a tensão da crosta sobreposta, uma ruptura ocorre, e uma explosão de fragmentos de gás e poeira é ejetada no espaço a uma velocidade de 200 metros por segundo.

Essa imagem feita do cometa no comprimento de onda de 24 mícron, foi obtida com o fotômetro de imagens multibanda. A imagem mostra emissões térmicas no infravermelho da coma empoeirada e da cauda do cometa. O núcleo do cometa tem aproximadamente 30 quilômetros de diâmetro e é muito pequeno para ser imageado pelo Spitzer. O tamanho micrométrico das partículas dos grãos de poeira na coma e na cauda geram uma corrente na direção oposta ao Sol. A poeira e o gás comprimi o núcleo do cometa que é formado do mesmo material primordial que formaram o Sol e os planetas a bilhões de anos atrás. As complexas moléculas ricas em carbono contidas nesse núcleo podem ter fornecido parte do material bruto de onde a vida se originou na Terra.

Acredita-se que o cometa Schwassmann-Wachmann I, seja membro de uma classe relativamente nova de objetos chamados de “Centaurus” de onde se conhecem 45 objetos. Esses objetos são pequenos corpos congelados com órbitas entre Júpiter e Netuno. Os Centaurus são objetos que escaparam recentemente do Cinturão de Kuiper, uma zona de pequenos corpos que orbitam em uma nuvem localizada numa parte distante do Sistema Solar.

Dois asteroides, o 1996 GM36 (a esquerda) e o 5238 Naozane (a direita) foram também registrados nessa imagem do cometa. Pelo fato deles estarem mais perto do Sol do que o cometa e terem uma velocidade orbital mais rápida, eles parecem se mover com relação ao cometa e as estrelas de fundo, produzindo uma aparência alongada. Os dados do Spitzer permitiram obter aferições térmicas que reduzem as incertezas das medidas feitas com a luz visível devido ao albedo (refletividade) para determinar o tamanho dos objetos. Com raios de 1,4 e 3,0 quilômetros esses são os menores asteroides do cinturão principal medidos por meio de detectores infravermelhos.

Fonte: NASA

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Cometa descoberto por brasileiro

O brasileiro Paulo Holvorcem descobriu seu terceiro cometa, desta vez em parceria com Michael Schwartz, denominado C/2011 K1 Schwartz-Holvorcem, utilizando o Observatório Tenagra. As outras descobertas de Paulo Holvorcem foram os cometas C/2002 Y1 e C/2005 N1. O cometa C/2011 K1 passou pelo periélio em 19 de abril de 2011. Ele foi descoberto em 26 de maio de 2011 como um objeto de magnitude 19,5 na constelação de Ofiúco.

cometa Schwartz-Holvorcem 

© Luca Buzzi (cometa C/2011 K1 Schwartz-Holvorcem)

Esta imagem do cometa foi obtida em 29 de maio de 2011 por luca Buzzi no Observatório Schiaparelli.

A seção de cometas da REA (Rede de Astronomia Observacional) estima que por intermédio dos elementos orbitais provisórios, este cometa não deve ultrapassar a 18ª magnitude, ficando restrita sua observação visual através telescópios de grandes aberturas ou por meio de CCD.

Fonte: IAU Minor Planet Center e REA