quarta-feira, 24 de julho de 2013

Spitzer observa emissão de gás no cometa ISON

Astrônomos usando o telescópio espacial Spitzer da Nasa observaram fortes emissões de dióxido de carbono no cometa ISON.

cometa ISONcometa ISON

© NASA/Spitzer (cometa ISON)

A imagem acima mostra à esquerda, no comprimento de onda de 3,6 micrômetros, a emissão de partículas de poeira formando uma cauda notável. À direita vê-se uma imagem no comprimento de onda de 4,5 micrômetros, à qual foi subtraída a estrutura da cauda visível, mostrando uma nuvem esférica de gás, provavelmente composta majoritariamente por dióxido de carbono, em torno do núcleo do cometa e que o encobre completamente. As cores são faseadas, foram usadas apenas para facilitar a visualização das estruturas referidas.

O dióxido de carbono é considerado o gás que alimenta a emissão para a maioria dos cometas entre as órbitas de Saturno e cinturão de asteroides. As observações foram feitas em infravermelho no dia 13 de Junho, e revelaram que o cometa ISON libertava diariamente 1 milhão de kilogramas de dióxido de carbono e 54 milhões de kilogramas de poeira. Na ocasião o cometa estava a 3,35 UA, cerca de 500 milhões de quilômetros do Sol, e apresentava uma cauda 300 mil quilômetros de comprimento.

O Comet ISON, conhecido oficialmente como C/2012 S1, possui um diâmetro inferior a 4,8 km de diâmetro e tem uma massa entre 3,2 bilhões e 3,2 trilhões de kilogramas). A localização do cometa ainda está muito longe, por isso o seu verdadeiro tamanho e densidade não foram determinados com precisão.

No final deste mês o cometa atravessa, entre Marte e Júpiter, a taxa de sublimação da água, a sua atividade e visibilidade deverão aumentar dramaticamente, cuja ápice ocorrerá na passagem periélica em 28 de Novembro deste ano, quando passará apenas a 1,16 milhões de quilômetros do Sol.

Fonte: NASA

domingo, 26 de maio de 2013

A anticauda do cometa PanSTARRS

É  possível observar uma magnífica anticauda do cometa PanSTARRS (C/2011 L4) durante sua  aproximação do plano da órbita do planeta Terra.

anticauda do cometa PanSTARRS em 21/05

© Damian Peach (anticauda do cometa PanSTARRS em 21/05)

A cauda trilha ao longo da órbita do cometa, uma vez que deixa o Sistema Solar interior para trás. Uma perspectiva quase de lado próximo do plano orbital da trajetória do cometa aumenta a visão da anticauda e parece apontar na direção do Sol, aparentemente contrária ao comportamento de caudas de poeira de cometas, que são empurradas para fora pela pressão da luz solar.

anticauda do cometa PanSTARRS em 23/05

© Joseph Brimacombe (anticauda do cometa PanSTARRS em 23/05)

Os longos e estreitos trechos da anticauda à direita da imagem acima perfazem quase 4 graus ou cerca de 8 vezes o tamanho angular da lua cheia. Varrendo o extremo norte nos céus do planeta Terra, o cometa é visto a noite toda na maior parte do hemisfério norte, mas agora com o luar brilhante interfere na sua visibilidade. A anticauda do cometa PanSTARRS é uma das mais longas desde o aparecimento do cometa Arend-Roland em 1957.

cometa Arend-Roland

© Cometografia/K. W. Schrick (cometa Arend-Roland)

Ainda esta semana em 26-27 de maio, a Terra vai passar diretamente através do plano orbital do cometa, que corta o plano dos planetas em um ângulo muito íngreme. No final de maio, o Cometa PanSTARRS irá passar  a poucos graus do polo celestial norte.

Fonte: NASA

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Hubble captou imagem do cometa ISON

O cometa C/2012 S1 (ISON) encontrava-se a pouco mais de 621 milhões de quilômetros do Sol quando o telescópio espacial Hubble captou esta magnífica imagem.

cometa ISON

© Hubble (cometa ISON)

Esta imagem foi obtida no dia 10 abril deste ano. Viajando a uma distância ligeiramente mais próxima que a órbita de Júpiter, a uma velocidade aproximada de 75 mil km/s, o cometa exibe já uma intensa atividade na superfície do seu núcleo, resultante do aquecimento provocado pela radiação solar, e consequente sublimação dos compostos voláteis aprisionados no seu interior. Através das imagens obtidas pelo Hubble, os cientistas conseguiram identificar jatos gasosos expelindo partículas de poeira na face do núcleo voltada para o Sol.

Medições preliminares sugerem que o núcleo do cometa ISON não terá mais de 5 a 6 quilômetros de diâmetro. Estas dimensões são surpreendentemente pequenas, tendo em conta o nível de atividade até agora observado.

No momento em que foram obtidas as imagens, a coma cometária apresentava cerca de 5 mil quilômetros de diâmetro, um pouco mais que o comprimento do Brasil, de norte a sul. A cauda de poeira estendia-se a mais de 91 mil quilômetros, muito além do campo de visão do Hubble.

Os cientistas vão agora usar estes novos dados para preverem com maior rigor o comportamento do cometa durante a sua passagem periélica no próximo dia 28 de Novembro. O cometa ISON deverá passar a cerca de 1,1 milhões de quilômetros da superfície do Sol, quando poderá tornar-se momentaneamente num objeto mais brilhante que a Lua Cheia. Posteriormente, se sobreviver à passagem periélica, o cometa passará a cerca de 64,2 milhões de quilômetros do nosso planeta. Espera-se que durante esse período o cometa se torne num dos mais brilhantes cometas das últimas décadas.

Fonte: NASA

sábado, 30 de março de 2013

A vasta cauda do cometa PanSTARRS

Para os observadores do hemisfério norte, o cometa PanSTARRS (C/2011 L4), mesmo se apagando continua acima do horizonte no lado oeste do céu, depois do pôr do Sol mas antes da Lua nascer.

cauda do cometa PanSTARRS

© Lorenzo Comolli (cauda do cometa PanSTARRS)

Com uma perspectiva do planeta Terra, ele continua revelando uma vasta cauda de poeira. Essa imagem de longa exposição do cometa, feita no dia 21 de Março de 2013, foi realçada para mostrar as impressionantes e sutis estrias na cauda do PanSTARRS, denominadas síncronas e syndynes. As síncronas traçam a localização dos grãos de poeira lançados do núcleo do cometa ao mesmo tempo e com velocidade zero. As sucessivas linhas síncronas estão separadas por um dia e começam na parte inferior, 10 dias antes da passagem do cometa pelo periélio em 10 de Março de 2013. As syndynes são linhas contínuas, e mostram a localização dos grãos de poeira de mesmo tamanho, também lançados com velocidade zero. Os grãos de poeira com largura de 1 mícron localizam-se ao longo da syndyne superior. A largura dos grãos aumenta no sentido anti-horário até grãos com 500 mícron de largura localizados ao longo da syndyne aproximadamente paralela à órbita do cometa. No modelo, as forças agindo nos grãos de poeira foram assumidas como sendo a gravidade e a pressão da luz do Sol. As estrias periódicas na cauda do PanSTARRS vistas tão de perto seguem as linhas síncronas do modelo. No dia 21 de Março de 2013, o cometa PanSTARRS estava a aproximadamente 180 milhões de quilômetros de distância. Nessa distância, essa foto teria quase que 4 milhões de quilômetros de largura.

Fonte: NASA

segunda-feira, 4 de março de 2013

O cometa PANSTARRS se aproxima

O cometa C/2011 L4 PANSTARRS foi descoberto no dia 6 de junho de 2011 em Haleakala no Havaí,  quando o objeto estava com magnitude 19.

cometa PANSTARRS

© Minoru Yoneto (cometa PANSTARRS)

O projeto PANSTARRS (Panoramic Survey Telescope and Rapid Response System) que tem por objetivo mapear constantemente o céu em busca de objetos próximos que possam apresentar risco de colisão com a Terra.

Esta é a primeira visita do cometa PANSTARRS pelo interior do Sistema Solar. Ele se formou há milhares de anos, possivelmente na região da Nuvem de Oort, grande reservatório de objetos gelados no extremo do Sistema Solar, sendo atraído ao aproximar da nossa estrela.

coma do cometa PANSTARRS

© Roger Groom (coma do cometa PANSTARRS)

Os registros do início de março de 2013 mostram que a coma tem se mostrado de aspecto quase estelar e avaliada com magnitude 2.

O cometa pode ser visto durante o crepúsculo vespertino e passa mais próximo da Terra na manhã de 5 de março de 2013, a aproximadamente 166 milhões de km. O periélio ocorrerá no dia 10 de março deste ano, quando o cometa ficará a cerca de 45 milhões de quilômetros do Sol.

Fonte: Cometas Blog